Cape Verde Development Corporation quer dotar Praia de Parque Industrial e Zonas Francas

Data 31/12/2008 | Assunto: Economia


A Câmara Municipal da Praia e a Cape Verde Development Corporation assinaram hoje, na capital cabo-verdiana, um protocolo de entendimento para a implementação de um projecto de construção de um Parque Industrial e Zonas Francas, nas imediações do Aeroporto Internacional da Praia.
Neste protocolo, a autarquia praiense compromete-se a celebrar um contrato-promessa de compra e venda de um lote de terreno, com 50 hectares de área, para o desenvolvimento do referido projecto, que ronda os 50 milhões de euros e cujo arranque deverá acontecer nos próximos seis meses.


Segundo o documento rubricado pelo edil Ulisses Correia e Silva, e pelo presidente da empresa sul-africana, Jean Marie Coulbary, o lote de terreno deverá ser aproveitado para acolher indústrias transformadoras e dotado de infra-estruturas, instalações e serviços como a rede de circulação rodoviária, redes de fornecimento de água, electricidade e combustível, sistema de saneamento, segurança e serviços de apoio técnico, financeiro e administrativo adequados.

Para o autarca praiense, a criação de um parque industrial franco na Praia irá permitir desenvolver actividades da indústria transformadora na capital, bem como a exportação de produtos nacionais.

Ulisses Silva manifestou a intenção da edilidade em tornar-se parceira deste projecto, já que no seu novo regime prevê a criação de empreendimentos e interesse público municipal que, segundo avançou, irá conceder um conjunto de benefícios, nomeadamente de natureza fiscal, de taxa ou de facilidade de cedência de terreno, para actividades do tipo parque industrial, tecnológico desenvolvidos pelos privados.

Na óptica de Jean Coulbary, abrir um “hub” na Praia não é “um bom investimento” somente para a Cabo Verde, mas também para os negócios, sobretudo neste momento em que se depara com o aumento do combustível e consequentemente os custos de transportes de produtos são elevados.

“Poupa-se dinheiro nas despesas de transporte dos produtos, pois sai mais barato mandar um contentor da Praia para o resto do continente, como por exemplo, Ásia e América”, sustentou o presidente daquela companhia sul-africana.

De realçar que a assinatura do contrato-promessa de compra e venda deverá ser celebrada no prazo de 30 dias após a aprovação pela Cape Verde Development do Master Plan, cuja apresentação num período de 90 dias é condição “sine qua non”.





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