
China supera trocas comerciais com CPLP
Data 30/12/2008 | Assunto: Política
|  China e países de língua portuguesa superaram a meta de 2009 para as trocas comerciais já em 2008. Cabo Verde entretanto registou uma variação negativa. Angola e Brasil estão no topo das trocas comerciais com Pequim. Os últimos dados dos serviços de alfândegas da China indicam que o valor das trocas entre a China e os "oito" países de língua portuguesa foi superior a 68 mil milhões de dólares de Janeiro a Outubro, mais 89,5 por cento do que no mesmo período de 2007, crescimento impulsionado principalmente pelo Brasil e Angola.
O ritmo de crescimento denota um abrandamento muito ligeiro em relação ao alcançado até Junho (91,5 por cento), traduzindo a descida do preço internacional das matérias-primas, que tem vindo a recuar fortemente nos últimos meses, com destaque para o petróleo, base nomeadamente das trocas com Angola, as segundas mais importantes entre os "oito". Angola e Brasil, os dois mais importantes parceiros comerciais para a China neste espaço, foram os países que mais viram as suas trocas aumentar nos primeiros dez meses do ano: 122 por cento e 81 por cento, respectivamente. Todos os países registaram aumentos de dois dígitos face ao período homólogo, à excepção de Timor Leste e de Cabo Verde, que registaram ambos variações negativas. Para a China, fica assim superada a meta definida para as trocas comerciais multilaterais - 50 mil milhões de dólares em 2009 - mas a descida acentuada do preço da generalidade das matérias-primas, importante componente das importações chinesas do Brasil e países africanos lusófonos, a par do abrandamento económico global, aumenta a incerteza sobre qual a evolução no ano que agora começa. As trocas com Portugal cresceram "modestos" 30 por cento em cada sentido, para perto de 1,9 mil milhões de euros até Outubro, enquanto a balança sino-angolana cresceu 122 por cento, para 2,3 mil milhões de dólares (1,63 mil milhões de euros). Entre os "oito", Angola parece ser até agora o país que mais urgência tem em fazer contas, na presente conjuntura: o petróleo, base da sua economia, está a negociar actualmente a um terço do valor de meados de 2008, e muito abaixo do valor em que o Ministério das Finanças angolano se baseou para elaboração do Orçamento de Estado de 2009.
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