
Complexo hospitalar previsto para Cabo Verde vai diminuir o número de evacuações
Data 29/12/2008 | Assunto: Saúde
|  O complexo hospitalar a ser construído na zona da Circular da Praia, num período de dez anos, vai permitir a redução do número de evacuações de doentes cabo-verdianos para o estrangeiro, garantiu, na sexta-feira, 19, o administrador executivo da Cabo Verde Investimentos (CI), António Pedro Silva.
"Não podemos esquecer que Cabo Verde gasta muito dinheiro com as evacuações e essa estrutura vai permitir reduzir as evacuações dos doentes cabo-verdianos para o estrangeiro.
Vamos também poupar em termos de divisas e competir à altura a nível das ciências médicas e de assistência", sustentou o administrador executivo.
António Pedro falava na cerimónia de celebração do protocolo de entendimento entre a CI e a Community Medical Concept (CMC), uma Organização Não Governamental dos Estados Unidos da América, representado pelo director executivo, André Estévez, que pretende implementar um sistema completo de saúde em Cabo Verde, investindo cerca de 400 milhões de dólares nas diferentes fases do projecto.
Além do complexo hospitalar, este projecto consiste, segundo André Estévez, em dotar Cabo Verde de um complexo universitário para o fomento da investigação científica na área médica, desenvolver o turismo médico proveniente de mercados como Estados Unidos, Europa, Ásia, Austrália, países do Médio Oriente e da África, estando prevista ainda, numa segunda fase, a construção de um Centro de Repouso a ser edificado na ilha da Boa Vista.
Transformar Cabo Verde na principal referência no atendimento de saúde em África e fazer dos serviços de saúde como um dos principais contribuintes na formação Produto Interno Bruto (PIB) do país são outros objectivos desse projecto.
Refira-se que, além dos nacionais que viajam para outros países à procura de cuidados de saúde até então não disponíveis no pais, o futuro complexo hospitalar destina-se, principalmente, aos turistas e a uma elite constituída por políticos, governantes e alto executivos de companhias internacionais. Inforpress
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