BAI inaugura sede na Cidade da Praia e aposta em grandes investimentos

Data 25/11/2008 | Assunto: Política


Apostar em grandes investimentos em Cabo Verde sem descurar a actividade comercial para particulares é o objectivo do Banco Africano de Investimentos (BAI), que hoje inaugurou a sua sede na capital caboverdiana.
Na cerimónia de inauguração, o governador do Banco Nacional de Angola, Amadeu Maurício, afirmou que a presença do BAI em Cabo Verde enquadra-se na estratégia de internacionalização da instituição financeira e expansão dos seus negócios nesta região africana.

“Trata-se de um banco de investimentos que na sua estratégia pretende ser um parceiro privilegiado do sector público e apresentar soluções inovadoras ao sector privado, em particular nos sectores-chave da economia, assim como atender ao segmento de particulares e emigrantes com um serviço de qualidade e suportado pela inovação tecnológica”, garantiu.
Amadeu Maurício disse ainda que o modelo adoptado pelo BAI Cabo Verde difere da internacionalização até agora seguida pelo BAI, já que “aposta agora na paulatina integração regional e expansão para países africanos”.
Por seu turno o primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, afirmou que a entrada no país do BAI, a quinta instituição financeira a abrir portas na capital cabo-verdiana mas o primeiro banco africano, vai ajudar a transformar Cabo Verde numa praça financeira reconhecida internacionalmente.
“Queremos que a praça financeira de Cabo Verde seja uma referência nesta região, adopte os critérios da União Europeia e possa apresentar-se na arena internacional com o rigor, a qualidade e a credibilidade que este sector demanda para poder continuar a crescer e a desenvolver-se”, afirmou.
José Maria Neves disse ainda que para isso é necessário reforçar as condições de regulação do mercado financeiro, um trabalho que o governo já começou a fazer quer em termos legislativos quer no reforço do banco central.
O BAI Cabo Verde, com um capital social de 90 milhões de euros, tem como accionistas o BAI Angola, com 71 por cento, a petrolífera angolana Sonangol, com 19 por cento, e a empresa cabo-verdiana SOGEI, com 10 por cento.
De acordo com o presidente da Comissão Executiva do BAI Cabo Verde, David Jasse, nos próximos tempos, 30 por cento do capital deverá ser vendido a investidores cabo-verdianos, ficando o BAI com 51 por cento e a Sonangol com nove por cento.
O BAI Cabo Verde pretende, ao fim de três anos, conseguir 15 por cento do mercado cabo-verdiano.
O Grupo BAI está no Brasil, com participações no BPN Brasil, em São Tomé no Banco Internacional de STP, e em Portugal, com o BAI Europa.




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