
África regista abrandamento económico
Data 09/10/2008 | Assunto: Economia
| Dakar, Senegal (PANA) - A crise económica mundial deverá provocar dentro de alguns anos uma redução do crescimento em África, onde a maioria dos países sofre do aumento dos preços dos alimentos e da energia, indicou o Fundo Monetário Internacional (FMI) num relatório publicado quarta-feira.
De acordo com as previsões do FMI, o impacto da crise mundial deverá fazer-se sentir mais nos países com forte dependência de importações e fracos rendimentos, a maioria dos países da África Subsariana, enquanto os países exportadores de petróleo e outras matérias-primas como cacau, café e algodão vão sofrer menos da recessão, ao beneficiar do aumento dos preços destas matérias.
A instituição financeira tranquilizou que o ritmo de crescimento no continente deverá, no entanto, manter-se em 5,9 por cento em 2008 e 6 por cento em 2009, depois de 6,3 por cento em 2007, mas diminuirá sensivelmente 6,1 por cento este ano na África Subsariana e 6,3 por cento em 2009, depois de 6,9 por cento no ano passado.
"Na África do Sul, principal economia da zona subsariana, o crescimento vai reduzir sensivelmente em relação aos 5,1 por cento registados em 2007 para passar a 3,8 por cento este ano e 3,3 por cento em 2009. As penúrias de electricidade e o aumento de cinco pontos de percentagem das taxas de juros desde meados de 2006 para lutar contra a inflação contribuem para esta redução", ilustrou o relatório.
O documento do FMI convida, por conseguinte, os países africanos a identificar o mais cedo possível a melhor resposta ao choque nos preços das matérias-primas e à redução da contribuição com capital estrangeiro.
"No caso dos países não exportadores de petróleo, são necessários ajustamentos orçamentais e monetários a partir de agora", recomenda a instituição.
O relatório sobre "Perspectivas Económicas Mundiais" do FMI revela que a economia mundial conhece um abrandamento sensível "face à crise mais grave nos mercados financeiros que atingiram a maturidade desde os anos 30" e prevê um crescimento mundial de cerca de 3 por cento em 2009.
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