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Política : Cabo Verde sobe quatro posições no Indice de Desenvolvimento Humano 2007-2008 da ONU
em 27/11/2007 (2002 leituras)

Cabo Verde ocupa a 106ª posição no índice de desenvolvimento humano das Nações Unidas com 177 países, registando a subida de quatro posições em relação ao ano passado, segundo o relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), publicado hoje, que este ano é dedicado às Alterações Climáticas.



No relatório "Combater as Alterações Climáticas: solidariedade humana num mundo dividido", Cabo Verde consegue 0,736 pontos num ranking que analisa dados relativos a 2005 em 177 países e regiões especiais e que é liderado pela Islândia com 0,96 pontos. Numa escala de 0 a 1.

Entre os Estados membros da União Africana, Cabo Verde ocupa a 5ª posição no índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que avalia o estado do desenvolvimento através da esperança média de vida, da alfabetização dos adultos e da escolarização, bem como indicadores de rendimento. Seychelles (50º), Líbia (56º), Maurícias (65º) e Tunísia (91º) são os países da União Africana à frente de Cabo Verde.

Atrás de Cabo Verde contam-se estados como a Argélia (104ª), a Indonésia (107ª), o Egipto (112ª), a África do Sul (121ª), a India (128ª), o Senegal (156ª), e a Nigéria (158ª).

Os restantes países da CPLP estão assim classificadas: Portugal (29ª), Brasil (70ª), São Tomé e Principe (123ª), Angola (162ª), Moçambique (172ª) e Guiné-Bissau (175ª).

A taxa de escolarização bruta combinada dos ensinos primário, secundário e superior atinge os 66,4 por cento em Cabo Verde. 81,2 por cento em 2005 era a taxa de alfabetização de adultos.

A esperança de vida à nascença em Cabo Verde situava-se em 2005 nos 71,0 anos, em contraste com os 70,7 do ano anterior. O valor do Produto Interno Bruto era de 5803 dólares anuais em PPC (paridade poder de compra) per capita.

Em 2005, o Indice de Pobreza Humana era de 15,8% e 20% da população não tinha acesso à água potável.

Prevê-se que em 2015 a população do arquipélago seja de 600 mil habitantes, com uma taxa anual de 2,1%. A taxa da população urbana era de 21,4% em 1975 e subiu para 57,3% em 2005 e espera-se que suba para uns preocupantes 64,3% em 2015.

A população abaixo dos 15 anos era 39,5% do total verificado em 2005 e será de 35,6% em 2015, enquanto que os maiores de 65 eram 4,3% e serão 3,3%. No período 1970-1975 cada mulher tinha em média 7,0 filhos e em 2005 esse valor era de 3,8.

Cabo Verde teve entre 2000 e 2004, 49 médicos por cada 100 mil habitantes. 13% das crianças nasciam com peso abaixo do desejável.

Em termos gerais, a Islândia, com 0,96 pontos, ultrapassou a Noruega que foi número um no ranking nos últimos seis anos.

Vinte e dois países, todos da África Subsahariana, estão classificados na categoria de países com "desenvolvimento humano baixo", sendo que em dez destes países, duas em cada dez crianças não atingirão os 40 anos, revela o relatório.

Pelo contrário, entre os 20 países de topo da lista, apenas a Dinamarca e os Estados Unidos terão menos de 9 crianças em 10 a atingir a idade de 60.

Na maior parte dos países - incluindo a China, a Índia, e o Brasil - o IDH subiu nos últimos 30 anos, mas alguns países apresentam retrocessos neste âmbito.

Ao todo, 16 países têm hoje um IDH menor do que em 1990 e três destes países - a República Democrática do Congo, a Zâmbia, e o Zimbabué- têm um IDH mais baixo do que tinham em 1975.

Este ano não estão incluídos 17 Estados membros das Nações Unidas, entre os quais o Afeganistão, o Iraque e a Somália, devido à insuficiência de dados fidedignos.

PNUD quer redução de 80 por cento das emissões até 2050.

Este ano, o PNUD quis dar uma mensagem "climática" através do seu relatório anual porque, como escreve, "as alterações climáticas são o desafio para o desenvolvimento humano no século XXI. Um fracasso em responder a esse desafio vai atrasar e até reverter os esforços internacionais para reduzir a pobreza".

O que este relatório quer dizer é que a escala dos impactos do sobre-aquecimento do planeta tem sido "muito substimada". Apesar disso, os efeitos já são bem vísíveis. A lista do PNUD passa por secas mais frequentes e mais longas, inundações, tempestades mais graves, degelo dos glaciares e alterações nos padrões de precipitação.

Para atacar o problema das alterações climáticas, o relatório pede "aos países desenvolvidos para demonstrarem a sua liderança ao reduzirem as suas emissões de gases com efeito de estufa em, pelo menos, 80 por cento, a níveis de 1990, até 2050 e em 30 por cento até 2020".

Segundo o PNUD, os "países ricos devem adoptar reduções obrigatórias das emissões para estabilizar o CO2 (dióxido de carbono) durante 2012-2050. É irrealista esperar que os países em desenvolvimento façam o mesmo".

A luta contra o sobre-aquecimento global poderá custar, por ano, 1,6 por cento do PIB mundial, até 2030, estima o relatório.

"Este relatório é um apelo à acção, não um consolo para o desespero. As alterações climáticas são inevitáveis, mas apenas se não agirmos já e de forma concertada", escreve o documento.

PARA ESPECIALISTA, RANKING DA ONU ADOPTA «RÓTULOS ARTIFICIAIS»

No entanto, esta classificação é artificial e não leva em consideração aspectos importantes como o desenvolvimento sustentável, na opinião do especialista britânico Stephen Morse em declaração à BBC Brasil.

"O que a ONU faz nesse ranking é dividir artificialmente os países em três categorias: alto, médio e baixo desenvolvimento", afirma Morse, professor da Universidade de Reading e autor de livros sobre estatísticas em desenvolvimento humano.

Para ele, essas classificações são arbitrárias. "Elas não significam nada, são meramente rótulos usados para agrupar os países de uma forma simplificada."

O IDH – que varia de 0 a 1 – leva em consideração quatro variáveis: expectativa de vida, alfabetização adulta, quantidade de alunos matriculados em escolas e universidades e riqueza per capita. Países com nota de 0,800 ou superior são considerados de "alto desenvolvimento humano" pelo PNUD. Os países com IDH inferior aos 0,500 são "baixo desenvolvimento humano".

A ONU começou a trabalhar com indicadores de desenvolvimento humano nos anos 50. Nos anos 80, a metodologia do IDH foi aperfeiçoada, inspirado nos trabalhos do economista indiano e prêmio Nobel Amartya Sen.

Segundo Morse, o principal objetivo da ONU era achar um índice que servisse de alternativa à visão puramente economicista do Banco Mundial, que classificava o desenvolvimento dos países apenas de acordo com a riqueza per capita. Para isso, o IDH incorporou indicadores de saúde e educação, além do PIB per capita.

Apesar das críticas que faz ao trabalho, o professor diz que mesmo com suas imperfeições o IDH cumpre um papel importante de chamar a atenção de governos e da imprensa para sucessos e fracassos de políticas de desenvolvimento humano nos diferentes países avaliados.

O problema para o especialista é que o desenvolvimento humano é um conceito muito mais complexo do que apenas as quatro variáveis usadas pelo programa da ONU e, por isso, o ranking da ONU acaba sendo pouco usado por académicos de desenvolvimento humano como ele.

"Nos países da África, por exemplo, existe um mercado informal, que sequer é refletido no (cálculo do) PIB. A economia africana acaba sendo subestimada no ranking do PNUD."

Outro problema para o professor é o fato de o índice do PNUD não levar em consideração o crescimento sustentável. "Hipoteticamente, se o Brasil devastasse completamente a floresta amazônica e usasse a terra para plantar soja ou criar gado, o país subiria diversas posições e talvez até liderasse o ranking. Mas isso não pode ser chamado de alto desenvolvimento humano. O índice do PNUD só leva em consideração os benefícios de um país, mas não os seus custos."

Da Redacção da VozDiPovo-Online com informações do PNUD




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