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Economia : Convênios em Cabo Verde
em 10/11/2007 (2521 leituras)

Energia, serviços urbanos, construção civil, desenvolvimento de softwares, confecção e calçados e cultura e educação são os segmentos que o governo do Estado e empresários cearenses devem atuar nas relações bilaterais entre Ceará e Cabo Verde. O poder estadual assinou, ontem em Praia, capital do país, um acordo de cooperação, com vários convênios, definindo as ações a serem realizadas e agendando prazos.

´Enviaremos técnicos do Estado a Cabo Vede na próxima semana para fazer um detalhamento técnico e ver a parte legal e institucional´, afirmou o presidente da Adece.

US$ 10 bi em investimentos



Segundo o presidente da Adece, até 2011 estão previstos US$ 10 bilhões em investimentos de empresas estrangeiras no Cabo Verde, e é isso, juntamente com o vertiginoso crescimento da economia do país — que espera ter acréscimo de 10% no seu Produto Interno Bruto (PIB) este ano - que justifica as operações no local. Entre os convênios firmados, quatro deles são com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-CE).

´Vamos utilizar  Cabo Verde como um interposto comercial para os Estados Unidos e Europa, pois o país é livre de barreiras alfandegários com esses mercados, o que torna os produtos mais baratos´, aponta o superintendente do órgão, Carlos Cruz. Segundo ele, o Sebrae vai enviar ao país cabo-verdiano, inicialmente, vários empresários cearenses do setor de moda íntima, que afirma ser um segmento de oportunidades crescentes na localidade.

Outra ação a ser implementada pelo órgão é investir na capacitação profissional de jovens empreendedores e micro-empresários de Cabo Verde. ´Iremos preparar o ambiente para que os micro e pequenos empresários cearenses encontrem, aqui no Cabo Verde, um respaldo técnico´, justifica.



COMÉRCIO BILATERAL 

Ceará deve dobrar volume de exportações

Em eletrodomésticos e móveis, o Ceará representa 25% das compras realizadas por Cabo Verde no Brasil.

O Ceará espera, nesse ano, dobrar o volume de exportações para Cabo Verde, passando dos US$ 5 milhões alcançados no ano passado para aproximadamente US$ 10 milhões até o fim de 2007, sem contar com as vendas informais. As razões para o incremento estão na introdução de um avião de carga da Transportes Aéreos Cabo Verde (TACV) fazendo a rota entre o Estado e o país africano, e, principalmente, na entrada de um novo navio de carga, este já em operação e fazendo exclusivamente a mesma rota. Atualmente, o Ceará é o segundo maior exportador do Brasil ao Cabo Verde, perdendo somente para São Paulo. A idéia agora, segundo o governador Ciro Gomes, é incrementar a relação comercial com a ilha. Pensando nisso, uma comitiva formada por empresários e membros do governo se encontra, desde quarta-feira, no país africano. ´Eu fui informado hoje (ontem) que já estão avançadas as tratativas para que, além do vôo regular de passageiros, que já existe, também haja especificamente um avião de carga. Os cabo-verdianos compram muito no Ceará e, trazendo no avião, acaba dando excesso de bagagem e isso já vira um espaço para a implantação desse vôo de carga´. Hoje, o comércio informal domina 45% da economia urbana do país. São vários mercados a céu aberto vendendo os mais variados produtos, a maioria de Fortaleza, trazidas por sacoleiras - conhecidas como ´rabidantes´.

Já novo navio, chamado Santo Antão, tem capacidade para carregar 2.400 toneladas em 80 contêineres. A expectativa é que ele chegue a transportar cerca de 3 mil toneladas por mês, o que representa US$ 15 milhões por ano. Somente até o fim deste ano, a estimativa é de que o Santo Antão transporte 18 mil toneladas, totalizando US$ 9 milhões em negócios. Segundo um dos armadores do navio, Aguinaldo da Silva Rocha, que também é o cônsul geral honorário de Cabo Verde no Brasil, a nova opção de transporte, por fazer uma viagem direta gastando apenas seis dias de tráfego, irá permitir gerar um forte reforço na produção e escoamento entre os dois destinos.

´Por ser perto, vai baratear o frete, então os produtos chegam mais baratos. Assim, as pessoas vão vender mais e, conseqüentemente, produzir mais´, explica. A nova oportunidade já gera boas expectativas entre os importadores de Cabo Verde. É o caso de Mario Gomes, acionista da empresa Manuel Gomes dos Anjos e Filhos S.A. O empresário importa do Ceará eletrodomésticos e mobiliário. Segundo ele, o Estado representa 25% das compras realizadas no Brasil. Mas esse volume deve ter grande aumento já esse ano. As cargas, às vezes, chegam a demorar de dois a três meses para chegar de Fortaleza a Cabo Verde. O transporte regular deve resolver o problema, acredita.

Sérgio de Sousa

Especial de Cabo Verde



NEGÓCIOS EM CABO VERDE (10/11/2007)

Nova porta do Ceará para a Europa

O arquipélago de Cabo Verde pode ser a nova porta de entrada dos produtos e serviços do Ceará, na Europa, na África e até nos Estados Unidos. A previsão é do presidente do Centro Industrial do Ceará (CIC), Francisco Baltazar Neto, coordenador de uma comitiva de empresários que visitaram aquele país nesta semana. Segundo ele, todos os produtos gerados no arquipélago ou que tenham 5% do valor agregado, independentemente do país de origem, estão isentos de impostos de exportação para a Europa e Estados Unidos.



Ponto estratégico



´Além de ser um País eminentemente importador, Cabo Verde deve ser visto como ponto estratégico para a economia cearense e brasileira, porque pode se tornar um trampolim para a exportação de nossos produtos´, defende Baltazar.

Ele destaca no entanto, que, apesar da grande receptividade dos produtos e serviços ofertados pelas empresas cearenses, algumas ações precisam ser adotadas pelo governo brasileiro, no sentido de assegurar maior integração entre o Ceará e Cabo Verde.

´Precisamos urgentemente sistematizar e elevar a freqüência do transporte marítimo, criarmos uma agência do Banco do Brasil em Praia (capital de Cabo Verde) e reduzirmos a burocracia exportadora brasileira´, aponta o empresário.



Tecnologia da Informação

Para Baltazar, os serviços nas áreas de tecnologia da informação (TI) e de telecomunicações, de saúde, educação, gestão e financeira são atividades com grande chances de negócios para os cearenses, em Cabo Verde.



´Os espaços estão abertos, sobretudo para os serviços nas área de TI e telecomunicações´, revela o presidente do CIC, após uma série de contatos com empresários e autoridades caboverdeanas, nesta semana.



´Eles são muito organizados e há no governo caboverdeano uma preocupação de aparelhar o país com o que há de mais avançado em termos tecnológicos´, acrescentou o presidente da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação do Ceará (Assespro), Arcelino Mentor — outro integrante da comitiva de cinco empresários que visitou Cabo Verde.

Para Mentor, mais do que uma oportunidade de ampliar as exportações de produtos e serviços para a Ilha e, a partir dali, para a Europa e Estados Unidos, o incremento da relação tecnológica com os caboverdeanos servirá também de laboratório para técnicos em informática e profissionais liberais cearenses.

´Esse intercâmbio de serviços é uma oportunidade de capacitação para alcançarmos a Europa´, avalia.



RELAÇÕES COMERCIAIS

Oportunidade para construção civil

Empresários de vários setores no Estado viram oportunidades em Cabo Verde para estabelecer ou ampliar negócios

O empresário cearense e presidente do Sindicato da Construção Civil do Estado (Sinduscon), Carlos Fujita, vê em Cabo Verde uma boa oportunidade de incrementar a indústria de Construção Civil do Ceará. Ele foi até lá em busca de relações comerciais. ´O país está crescendo muito, e é um canteiro de obras. Há muitas oportunidades, mas nada ainda está acertado´, comenta. O Ceará já exporta materiais de construção para aquele país, como portas, aço, cimento e esquadrias, mas Fujita acredita que é possível expandir os negócios. Além disso, vê a possibilidade de não só exportar produtos, como também serviços.

´A idéia é que as construtoras venham para cá. Existem linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que financiam projetos de infra-estrutura em outros países, caso as obras sejam feitas por empresas brasileiras. Vou buscar essas linhas, é uma alternativa´, afirma.

O empresário disse também que Cabo Verde é ´um bom início para a internacionalização´, já que o país funciona como entreposto comercial para Europa e Estados Unidos.



Limpeza urbana

O crescimento de Cabo Verde também chamou a atenção do empresário do setor de construção civil e saneamento, Erivaldo Arraes. ´Existe uma clara oportunidade para o setor de infra-estrutura e limpeza urbana. Nesse último, vejo que o País tem carência de destino final do lixo, em termos modernos, que é aquele que não polui o meio ambiente. A Marquise tem a tecnologia e vai oferecer isso. É bom ter novos negócios, uma diversificação de clientes´, destaca.



Beleza também

Depois de mais de 20 anos como empresário da loja de perfumes Boticário no Cariri, Juvêncio Gondim resolveu atravessar o Atlântico em busca de mercados ainda inexplorados. Encontrou Cabo Verde e há três anos vende seus produtos no país. Ainda não é como no Ceará, mas o negócio vale a pena e tende a crescer. ´Estamos começando agora. No Brasil é difícil, imagina aqui. Mas tem um pessoal com um bom poder aquisitivo, e estamos vendendo bem´. O empresário da Boticário já comercializa seus produtos em outras lojas, inclusive em supermercados, mas está abrindo o seu primeiro estabelecimento no país cabo-verdiano.

Carlos Eugênio

Repórter



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