
Apresentamos uma síntese dos principais resultados a um inquérito ao Emprego 2008, feito pelo Instituto deEmprego e Formação Profissional em colaboração com o Instituto Nacional deEstatística.
IntroduçãoIntrodução
O Instituto de Emprego e Formação Profissional e o Instituto Nacional de Estatística colaboraram uma vez mais na realização do Inquérito ao Emprego 2008. Esta operação estatística traduz a implementação de um protocolo de parceria assinado entre essas duas instituições, constituindo uma boa prática do Sistema Estatístico Nacional na medida em que se concretiza no aproveitamento dos recursos técnicos já consolidados neste domínio, na racionalização dos custos e no reforço da capacidade técnica institucional.
O objectivo principal deste Inquérito é produzir estatísticas do Emprego e do Desemprego. Possui ainda objectivos importantes como por exemplo, estimar o volume do trabalho infantil, actualizar os indicadores demográficos e de conforto das famílias, obter alguns indicadores sobre o perfil dos desempregados, bem como algumas estatísticas sobre a formação profissional.
A recolha dos dados foi realizada nas ilhas de Santo Antão, São Vicente, Sal, Fogo e Santiago no período de 6 a 16 de Outubro e envolveram 60 agentes de terreno e pessoal técnico do IEFP e do INE. No total foram inquiridos 4098 agregados familiares que corresponde a um total de 18567 indivíduos com idade igual ou superior a 6 anos.
Principais resultados
Condições de vida das famíliasCondições de vida das famílias
Mais uma vez o Inquérito ao emprego revela uma melhoria nas condições de vida das famílias cabo-verdianas.
Em todos os indicadores analisados verificam-se melhorias comparativamente com 2006. Os dados do IE 2008 permitem-nos verificar que há cada vez mais pessoas com casa própria (74.2%), e também que a posse de casa de banho e retrete está a tornar uma realidade no seio das famílias cabo-verdianas (54.3%), pese embora ainda haja uma percentagem considerável de pessoas sem casas de banho (38.3%).
Relativamente a origem da água potável convém frisar que continua a aumentar a proporção de famílias ligadas à rede pública. De 37.3% em 2006 passou para 42.9% em 2008.
No que respeita à fonte de energia para a preparação dos alimentos, não obstante ter aumentado ligeiramente o número de pessoas que utilizam o gás butano, de 53.5% em 2006 passou para 56% em 2008, verifica-se que ainda a percentagem é baixa se comparada com os dados de 2000 em que a percentagem de famílias que utilizavam o gás na preparação dos seus alimentos era de 63.9%.
Em relação a energia para a iluminação, a electricidade continua a ser a fonte de energia mais utilizada, verificando um aumento de 2006 para 2008 (60.1% para 67.5%).
De ressaltar ainda que o telemóvel em termos globais já é predominante nas famílias cabo-verdianas em detrimento do telefone fixo. No entanto esta realidade é notória na Praia e no Sal com 72% e 85%, respectivamente, das famílias que a utilizarem principalmente o telemóvel nas suas comunicações.
Actividade Económica
Entre 2006 e 2008 foram criados cerca de 22.645 postos de trabalho. Nesse mesmo período foram destruídos aproximadamente 8.944 postos de trabalho, pelo que se conclui por uma criação líquida de 13.701 postos de trabalho. Os resultados do inquérito ao emprego mostram assim uma redução ligeira da taxa de desemprego em Cabo Verde, situando-se a taxa de desemprego em 17.8 %, uma redução de 0.5 pontos percentuais relativamente a 2006.
A população activa cabo-verdiana situa-se em valores próximos das 200 mil indivíduos (198.855), um acréscimo de cerca de 15.601 indivíduos relativamente a 2006. Desses, cerca de 163 mil são empregados e 35 mil são desempregados. A taxa líquida de actividade é assim de 66,6% em 2008.
A taxa de desemprego continua a ser mais elevada entre os jovens, com valores de 31% e 18.3% nos escalões de idade de 15 a 24 anos e 25 a 34 anos, respectivamente.
Analisando os dados por ramo de actividade se constata que dos cerca de 22 mil postos de trabalho criados em relação a 2006, 8439 foram criados na Agricultura e Pesca, ou seja este sector foi responsável por cerca de 38 % da criação bruta de emprego e por cerca de 63 % da criação líquida de emprego. Constata-se ainda que os trabalhadores por conta própria com pessoal ao serviço foram responsáveis por cerca de 40.6% da criação líquida de empregos.
A criação de empregos por profissão mostra que a criação de emprego situou-se sobretudo ao nível dos trabalhadores não qualificados, o que mostra uma vez mais a precariedade do emprego criado. Cerca de 98 % da criação líquida e 60.5% da criação bruta de empregos ocorreu nas profissões com menor qualificação, também elas associadas a trabalhos agrícolas.
De constatar, segundo o inquérito ao emprego, que o trabalho infantil (trabalho realizado por indivíduos dos 6 aos 17 anos) aumentou consideravelmente entre 2006 e 2008, passando de 8.179 para 16.328. Verifica-se mais uma vez a predominância do trabalho infantil no meio rural (83.1%), maioritariamente realizado por rapazes (57%), em profissões sem exigências de qualificação (67.1%) e na agricultura (71.4%).
Alguns Quadros.


Para mais informações consulte:
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