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Política : Embaixador Daniel Pereira recebeu o mais alto título da diplomacia brasileira - a medalha Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco, a mais alta condecoração da diplomacia brasileira
em 05/12/2013 (4598 leituras)

Embaixador Daniel Pereira recebeu o mais alto título da diplomacia brasileira - a medalha Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco, a mais alta condecoração da diplomacia brasileira.O recebimento da comenda é oferecida pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) às personalidades que potencializam as boas relações do Brasil com outros países. Instituída por decreto há 50 anos, a Ordem de Rio Branco é oferecida, anualmente, às pessoas físicas, jurídicas, corporações militares ou instituições civis, nacionais ou estrangeiras. Uma cruz de quatro braços e oito pontas formam condecoração, que é dividida em cinco graus distintos: Grã-Cruz, Grande Oficial, Comendador, Oficial e Cavaleiro.


A Ordem de Rio Branco foi instituída pelo Decreto nº 51.697, de 5 de fevereiro de 1963, com o objetivo de, ao distinguir serviços meritórios e virtudes cívicas, estimular a prática de ações e feitos dignos de honrosa menção.
A Ordem de Rio Branco, assim intitulada em homenagem ao Patrono da diplomacia brasileira – o Barão do Rio Branco -, consta de 5 graus, a saber: Grã-Cruz, Grande Oficial, Comendador, Oficial e Cavaleiro, além de uma Medalha anexa à Ordem.

"A insígnia da Ordem é uma cruz de quatro braços e oito pontas esmaltadas de branco, tendo no centro a esfera armilar, em prata dourada, inscrita, num círculo de esmalte azul, a legenda "Ubique Patriae Memor", do mesmo metal. No reverso dourado, as datas 1845-1912." (Art. 2º do Regulamento)
A expressão em latim "Ubique Patriae Memor" foi extraída do ex-libris do Barão do Rio Branco e se traduz como "Em qualquer lugar, terei sempre a Pátria em minha lembrança". Os anos que aparecem no reverso da insígnia são os de nascimento e morte do Barão.

A Ordem é dividida em dois Quadros – Ordinário e Suplementar. O primeiro, com vagas limitadas, reúne os diplomatas brasileiros da ativa e o segundo congrega os diplomatas aposentados e todas as demais pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que venham a ser agraciadas com a Ordem.
O Conselho da Ordem é constituído pelo Presidente da República, Grão-Mestre da Ordem, pelo Ministro de Estado das Relações Exteriores, na qualidade de Chanceler da Ordem, pelos Chefes das Casas Civil e Militar da Presidência da República e pelo Secretário-Geral do Ministério das Relações Exteriores. O Chefe do Cerimonial do Itamaraty é o Secretário da Ordem.


DISCURSO DO SENHOR SGAP-III POR OCASIÃO DO ALMOÇO EM HOMENAGEM AO EMBAIXADOR DE CABO VERDE, DANIEL ANTÓNIO PEREIRA.
Brasília, 05 de dezembro de 2013.



Sua Excelência, o Embaixador da República de Cabo Verde, Senhor Daniel António Pereira,
Distintos membros do Corpo Diplomático,
Senhoras e Senhores,

É para mim uma honra presidir este almoço em homenagem ao Embaixador de Cabo Verde, Daniel Pereira.

Embaixador, neste momento em que Vossa Excelência recebe esta justa homenagem, gostaria de proferir algumas palavras, em meu nome e em nome do Ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, em reconhecimento pelo profissionalismo e comprometimento que caracterizou seu trabalho à frente da Embaixada de Cabo Verde, que completou setes anos em novembro. Este trabalho reveste-se ainda de maior importância, uma vez que se desenvolveu em um momento de contínua intensificação das relações Brasil-Cabo Verde.
Como historiador e estudioso do passado cabo-verdiano, o Embaixador é sabedor de que as afinidades que vinculam nossos países e povos são o pano de fundo de um entendimento político abrangente, que remonta a fatos históricos.

Cabo Verde está presente na história brasileira desde o início da nossa formação. Ademais, temos uma herança cultural comum que, apesar de forjada no contexto colonial, o extrapola e é motivo de muito orgulho pára nossos povos.

O Itamaraty nota, com satisfação, que, nos últimos anos, as relações entre nossos países fizeram jus a essas raízes históricas. Temos hoje uma relação bilateral densa e consolidada, englobando as mais diversas áreas, da coordenação política à cooperação técnica, passando pelas áreas de defesa, comércio e investimentos.

O processo de aprofundamento das relações bilaterais desde que o Embaixador Daniel Pereira chegou a Brasília traduziu-se na realização de diversas visitas de alto nível nos dois sentidos. Traduziu-se, ademais, na criação do Mecanismo de Consultas Políticas e de Cooperação, em junho de 2008, que já se reuniu em duas ocasiões, uma em 2009, na Praia, e outra no ano passado, em Brasília.

No campo da cooperação técnica, a gestão do Embaixador Daniel Pereira coincide com o período profícuo das relações bilaterais. Hoje, a Agência Brasileira de Cooperação coordena mais de dez projetos de cooperação técnica ora em fase de execução. O montante empenhado pelo Governo brasileiro em projetos em Cabo Verde desde 2005 ultrapassa os US$ 4 milhões.

No setor de defesa estamos presenciando, desde o ano passado, um avanço sem precedentes no relacionamento entre nossos países. Há duas semanas tive a honra de acompanhar o Ministro da Defesa, Embaixador Celso Amorim, em viagem que deverá contribuir para que a cooperação militar com Cabo Verde seja das mais bem-sucedidas parcerias já estabelecidas pelo Brasil, nesse campo, com qualquer outro país.

O Brasil quer colocar cada vez mais para a prosperidade da nação cabo-verdiana.

Orgulhamo-nos de já contribuir para a formação da maior riqueza que Cabo Verde possui: seu capital humano. Desde a alfabetização até o ensino superior, passando pela formação profissionalizante, as iniciativas educacionais em Cabo Verde contam com o apoio do Brasil. O país está entre ao maiores beneficiários do programa brasileiro de bolsas de graduação para estudantes estrangeiros, o PEC-G.

Na área econômica, nosso comércio bilateral registrou crescimento significativo desde a chegada de Vossa Excelência. Contudo, ainda há muito trabalho a fazer para que essa corrente comercial torne-se mais dinâmica e equilibrada.

É nosso desafio continuar a trabalhar para encontrar novos campos promissores para a atividade conjunta, bem como para consolidar os projetos já em andamento.

O adensamento da relação Brasil-Cabo Verde nesses últimos anos contou
Com o diligente trabalho de Vossa Excelência durante sua estadia em Brasília. Além do respeito e da cortesia que sempre caracterizaram as relações entre os nossos países, o Brasil se orgulha dos laços de amizade que unem nossos povos, e que Vossa Excelência tão bem soube promover.

Vossa Excelência será condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco. Intitulada em tributo ao Patrono da diplomacia brasileira, a Ordem de Rio Branco homenageia personalidades e instituições dignas do reconhecimento da Nação brasileira por seus serviços meritórios e virtudes cívicas. Sinto-me particularmente feliz em condecorar personalidade do mais elevado nível como Vossa Excelência, ilustre representante do país-irmão que é Cabo Verde, e profundamente merecedora de tal honraria.

Na esperança de que Vossa Excelência leve as melhores lembranças do Brasil e de seu povo, ofereço meus sinceros votos de que tanto sua trajetória pessoal e profissional, quanto a relação de amizade e cooperação entre Brasil e Cabo Verde prossigam no bem sucedido caminho que vêm trilhando.

Muito obrigado.



DISCURSO DO SENHOR EMBAIXADOR DANIEL A. PEREIRA POR OCASIÃO DO ALMOÇO EM SUA HOMENAGEM NO ITAMARATY
Brasília, 05 de dezembro de 2013.



- Senhor Embaixador Paulo Cordeiro,
Secretário Geral Adjunto para os Assuntos Políticos da África e Médio Oriente do Ministério das Relações Exteriores do Brasil,
- Senhoras e Senhores Embaixadores, Caros Colegas
- Prezados Amigos,
- Senhoras e Senhores

Honrado me sinto de poder perante vós dirigir-Vos palavras de saudação, gratidão e despedida. Nesta trilogia de intenções, permitam-me expressar resumidamente, os focos de ação que nos nortearam ao longo destes sete anos que servi Cabo Verde em solo Brasileiro.
Antes de tudo, manter e fortalecer os laços firmes com a Nação irmã, dando a conhecer, na medida das minhas capacidades, a nossa cultura, as potencialidades geoestratégicas, comerciais e humanas do meu país, interligar-me com a sociedade civil desta nação, continuar a fortalecer os espaços de atuação conjunta, permitindo permutas e parcerias para empresários de várias áreas, intelectuais, universitários, parlamentares, associações, jornalistas profissionais do turismo, músicos, escritores, para que, enfim, possa Cabo Verde aumentar o relacionamento sério e profícuo que mantém com as autoridades Brasileiras e seu Povo.
Cabo Verde é um estado independente desde 1975. Um conjunto de dez ilhas, com uma população residente de meio milhão de habitantes, com o dobro de cidadãos a viverem no exterior, fruto de uma emigração de séculos, pelas condições climáticas e de subdesenvolvimento que percorreu desde meados do século XV.
Ilhas desabitadas quando chegaram as caravelas portuguesas, o povo a que pertenço é filho de africanos, portugueses, italianos, judeus, franceses e tantos outros, e desta emigração à escala global, cabo-verdianos de muitos passaportes.
Desta mistura de gentes e culturas, liga-nos a outros povos o traço de família, de sabores e sons que nos percorrem a todos, a história de reis e fidalgos comuns, de guerras e vitórias que nos precederam. Somos de todos eles o fruto e, dessa amálgama, o Cabo-Verdiano pode e deve estar de bem com as suas origens, a sua história, neste presente de tantos desafios e obstáculos.
Com muita honra me dirijo a vós, representando um estado africano, Cabo Verde.
Vivi o momento histórico do hastear de bandeira de um novo estado - o meu, fazendo de mim um pioneiro de uma aventura coletiva. Nos anos imediatos à independência, apostamos na manutenção de relações fortes com Portugal e com as nações que nos apoiaram entre elas Brasil, na criação de um estado viável e que acreditaram na aposta do estado cabo-verdiano. Percorro e sou testemunha, nesta minha existência pessoal, do grande crescimento econômico do país, proporcionando melhores condições de vida para a sua população, saúde, educação, alimentação, direitos humanos, infra-estruturas de toda a ordem, lista que não se esgota nem está perfeita. Mas no passo cadenciado se alcançam objetivos.

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Coube-me por missão representar Cabo Verde no Brasil, país que neste lote de oito países de expressão portuguesa, é o nosso irmão gigante, para o qual olhamos das esquinas das nossas ilhas, e nele nos revemos. Amamos o Brasil, no que ele representa na disparidade do que nos afasta à similitude do que nos aproxima.
Levo do Brasil um balanço de sete anos repletos de ação, trabalho, experiências e conhecimento de grandes figuras desta nação, marcos da história brasileira, e da convivência com gente comum de alma grande, aberta e franca que me franqueou as portas, me fez sentir a mim e à minha família em casa, me acarinhou e me chamou seu. Um obrigado.
Levo o abraço fraterno dos brasileiros cabo-verdianos que deste chão fizeram seu lar, que os acolheu e nele se instalaram. Também ficam centenas de estudantes universitários do meu país que nas universidades brasileiras se preparam academicamente, na certeza que eles são os maiores e mais visíveis embaixadores de Cabo Verde.
Estes anos no Brasil proporcionaram um relacionamento com a comunidade diplomática de Brasília, a quem saúdo. Uma palavra de apreço aos meus colegas do Grupo Africano.
Ao Grupo dos Embaixadores de países de Expressão Portuguesa, um abraço fraterno.

Aos funcionários brasileiros da minha Embaixada, um agradecimento profundo pela lealdade e amizade que me proporcionaram.

Aos diplomatas do Itamaraty, os que aqui estão e aos demais já em posto no exterior, permito-me dizer um obrigado, pela abertura e companheirismo com que me trataram. Voltarei como amigo, como colega, como viajante. Não me senti turista, não voltarei como tal.

Em nome da minha filha mais nova, que nesta cidade cresceu, em nome da minha mulher e de mim próprio – Obrigado.



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