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Cultura : Palestra do Embaixador Daniel A. Pereira no 1º Seminário de Amílcar Cabral: Um Olhar do Século XXI
em 20/03/2012 (557 leituras)

A organização deste evento, através de um dos seus coordenadores, o Senhor Gaudêncio Pedro da Costa, do Centro de Convivência Negra, nos endereçou convite para estar aqui presente, convite que consideramos irrecusável, tanto pela temática, quanto pela importância e projeção internacional da figura ora homenageada, com toda a justiça, diga-se em abono da verdade.

Agradecendo o amável convite que nos fizeram, devemos sublinhar, que é sempre um imenso prazer que estamos nesta “Casa do Saber”, uma das mais prestigiadas Universidades do Brasil, que frequentamos com alguma regularidade, desde cheguei a este imenso e belo país, há quase seis anos, de forma diversa e diverficada, seja como palestrante, seja como convidado em diferentes atos promovidos por esta instituição de grande expressão e valor na sociedade brasileira em geral e brasiliense em particular.

Nesta oportunidade, entendemos subordinar a Comunicação ao título, Amilcar Cabral: da atualidade do seu pensamento – uma outra opinião. Na verdade, a nossa fala retoma o fio condutor da reflexão esplanada em dois outros textos, elaborados respectivamente em 1990 e 2004, intutulados, Charlles de Gaulle e Amílcar Cabral: Paralelismos Possíveis e Refletir para avançar, ambos publicados, aquele em França e este em Cabo Verde.

Vejamos, então, se o conteúdo corresponderá ao que dele se espera e se as reflexões poderão ajudar a compreender esta figura ímpar dos países de língua oficial portuguesa e da África em geral, pelos ensinamentos que nos legou.

Há homens que marcam a História pelo seu cunho, seu estilo, a sua presença incomparável. Amílcar Cabral foi desses homens raros cuja vida e acção modificaram o curso da História, considerando o período e as condições particulares nas quais interveio.

Pode-se assim dizer que conseguiu condensar e sintetizar, numa determinada época, os sentimentos de toda a sua comunidade e transformar esses sentimentos em convicções, as quais acabaram por ser levadas à prática por uma grande maioria da população.

O destino histórico deste homem de inteligência, sagacidade, lucidez e coragem superiores, levou-o a lutar, com intrepidez, para a liberdade dos povos da Guiné e de Cabo Verde. E, desde a sua juventude ainda no Liceu, tinha já uma posição crítica face ao regime em vigor, em Cabo Verde e durante todo o período da sua formação universitária, preparar-se-ia para o combate, ainda que preferisse uma solução pacífica para o diferendo que opunha os nacionalistas da Guiné-Bissau e de Cabo Verde ao colonialismo português.

Amílcar Cabral, combateu, portanto, com os seus companheiros de jornada, que conseguiu mobilizar e convencer, a mais antiga e a mais retrógrada potência colonial, tendo como objetivo a independência do seu povo, com o fito de construir, na liberdade e na dignidade, uma vez reencontrada a dimensão histórica perdida, ou mesmo negada, um futuro mais consentâneo com todas as esperanças da humanidade e de fato legítimo.

Patriota e nacionalista convicto, a ligação à sua Pátria e esse sentimento chave impediram-no de aceitar a situação de degradação dos povos porque lutava, de desprezo da sua História e da sua cultura. Essa recusa de submissão o fez lutar e vencer todas as adversidades. E porque estava firmemente convencido da justiça da sua causa, conseguiu comunicar a muitos, uma dinâmica de coragem, uma atitude de vencedores, certo de estar ao lado da justiça. Batia-se por uma causa justa e merecia o direito à vitória, e, nessa óptica, avançou.

Amílcar Cabral preparou as populações para a batalha inevitável contra o colonialismo português; despertou nas consciências a memória de séculos de servidão e, colocando os objetivos supremos da luta acima de tudo, bateu-se pela independência da Guiné e de Cabo Verde.

Conservando sempre no espírito a ideia de um desenvolvimento harmonioso da terra e dos homens e de um progresso completo, tudo possível graças à independência. Já em 1961, num discurso pronunciado no Cairo, por ocasião da III Conferência dos países africanos, Cabral postulava:

«A luta pela independência nacional é o nosso objetivo principal. Mas não nos podemos esquecer que a independência é apenas um meio necessário para a edificação do progresso das nossas nações. Através da luta de libertação devemos fazer face ao problema do futuro dos nossos povos, ao seu desenvolvimento económico, social e cultural na via do progresso».

Também baseado no direito à construção da sua própria história e um destino comum – A. Cabral fundou a sua estratégia de libertação nacional não somente na coesão do seu próprio grupo, mas, igualmente sobre a ideia do primado da cultura. A luta armada de libertação nacional apresentava-se e vivia-se não como um dever nacional e um facto cultural, mas também como um factor de cultura. É ele quem afirmava, em 1966, quando participava na Conferência Tricontinental de Havana, o seguinte: «a base na libertação nacional, quaisquer que sejam as fórmulas adotadas a nível jurídico internacional, reside no direito inalienável de cada povo ter a sua própria História».

O patriotismo e o nacionalismo de A. Cabral manifestaram-se, sobretudo, de uma forma que consideramos fundamental e crucial: a não hipoteca ou alienação de princípios, particularmente no que diz respeito à manutenção de uma independência de pensamento e de acção. Os apoios e ajudas foram aceites, sem que tal pudesse ser acompanhado de condições políticas incompatíveis com os princípios já expressos.

Um líder de projecção internacional

Para poder concretizar tais princípios no domínio político, era necessário orientar-se por outras soluções. Como diplomata fino que ele era, esta personagem conseguiu, através da condução da política externa, diversificar os seus contatos e alianças de maneira a gerir a sua autonomia e independência face aos aliados “naturais” e tradicionais, procurando ser coerente e perseverante no respeitante aos seus nobres interesses políticos.

No fim de contas, pode-se dizer que Cabral batia-se pela dignidade da pessoa humana, já que a libertação só é possível em condições que se conformam à vontade e à dignidade do seu povo.

Sem dúvida alguma também, Amílcar Cabral era um homem de Estado de grande envergadura e um estrategista político de ampla visão prospetiva. O primeiro Presidente da República do Senegal, Léopold Senghor, definia Cabral como «um dos melhores homens de Estado africano pela sua cultura, pela sua inteligência, coragem e sentido de humanidade».

Como pensador político profundo e original, Amílcar Cabral, na sua estratégia, que tinha em conta o futuro, soube definir bem o inimigo:

«O sistema colonial português e os seus representantes locais – um inimigo que nunca devia ser identificado nem com o povo português, nem com as forças progressistas de Portugal».

Como antifascista, Cabral considerava o governo colonial fascista de Portugal como o obstáculo maior ao diálogo real e à resolução pacífica do diferendo que opunham os nacionalistas independentistas africanos e o governo português.

Esta situação engendrou sofrimentos inúteis e perdas de vidas dos dois lados, comprometendo ao mesmo tempo o futuro e destruindo o passado, de modo que o regime salazarista, deformando e manipulando valores históricos e culturais portugueses, serviu-se deles como fundamento ideológico da guerra e do sistema colonial. Aliás, Amílcar Cabral estabelecia uma relação estreita entre o fim do fascismo em Portugal e o fim da guerra colonial.

Estamos também perante um pedagogo, embora Amílcar Cabral não pudesse ser qualificado como um professor no sentido clássico da palavra. Mas ele acabou por se impor como um autêntico pedagogo da mobilização, transformando-se no que se podia chamar o pedagogo da luta de libertação nacional, entendido no seu sentido mais amplo e enriquecedor. É nesse contexto que Mário de Andrade compreende a sua maneira de:

«Manter constantemente um espírito de reflexão militante respeitante às influências culturais negativas ligados aos factores regressivos do passado... A mesma coisa a propósito da integração harmoniosa dos valores tradicionais na modernidade...»

Das múltiplas facetas deste homem, que ganhou, por mérito próprio, dimensão e envergadura internacional, temos ainda de referir ao estrategista militar, que ele se revelou, no contexto da guerrilha, completamente oposto à guerra clássica. Como chefe militar, o seu talento foi muito expressivo, como escreve Aristides Pereira, Primeiro Presidente da República de Cabo Verde:

«Tanto na elaboração da estratégia de luta, como na concepção tática das operações militares mais decisivas... Explorando a contradição na qual o inimigo se debatia, entre a necessidade de concentração e da dispersão, as FARP-Forças Armadas Revolucionarias do Povo, criaram uma situação insustentável para os colonialistas nas zonas rurais, confinando-os aos centro urbanos».

E, no entanto, Cabral não se considerava como sendo um militar, mas antes um militante armado.

Enfim, estamos igualmente face a um agitador e propagandista. Na verdade, Amílcar Cabral soube, como poucos, utilizar com maestria, esses instrumentos preciosos da guerra psicológica. Seja através da radio, de jornais ou revistas, Cabral excedeu-se em matéria de agitação e propaganda.

A actividade da Rádio Libertação, por exemplo, criada em 1967, era considerada por Amílcar Cabral como «o canhão de boca, arma mais poderosa ainda que todo o arsenal de guerra que possamos possuir». De facto, «ela constituía um instrumento de valor inestimável para a formação do militante e para a chamada constante à consciência dos homens que se batiam do outro lado, por uma causa injusta e irremediavelmente perdida».

***

(«Precisamente porque tenho pressa é que vou devagar»)
Amílcar Cabral

Eis uma daquelas célebres máximas de Cabral, aparentemente contraditória em si, mas que, no entanto, não encerra nenhum paradoxo, ao contrário, deixa transparecer a verdadeira dimensão e profundidade do seu pensamento, contendo valores hoje muito arredados da nossa sociedade.

Em que contexto acontece essa afirmação? No da preparação para o início da luta de libertação nacional, no início dos anos 60, numa situação em que é pressionado pelos mais apressados, para avançar, para ser o primeiro a começar no quadro do conjunto das antigas colónias portuguesas.

Porém, Amílcar Cabral resiste a essas investidas. Ele sabe que o seu combate tinha, ab início, a força da justiça do seu lado, o que lhe conferia, por isso mesmo, alguma vantagem, porque os apoios internacionais seriam obtidos, tanto mais que a conjuntura era favorável. Mas a resistência de Cabral, não era fruto do acaso nem de alguma teimosia menos apropriada. É que ele partia do princípio de que iria dar início a um combate para ganhar.

E não se tratava de uma luta qualquer. Tinha a exacta consciência de que o mesmo devia ser preparado, considerando o longo prazo. Não devia ser entendido como uma corrida de velocidade, mas de fundo, logo exigia tempo e elaboração cuidada. Amílcar Cabral recusava, portanto, a facilidade enganadora e apostava, decididamente, no trabalho perseverante, meticuloso, mas que sabia ser o melhor caminho apesar de mais complicado e mesmo mais custoso.

Agrónomo de formação, Cabral conhecia bem, que para se fazer uma colheita é necessário semear, e que só se pode colher o que se semeou, quer dizer, mesmo a colheita depende do tipo e da qualidade de semente que se tiver lançado à terra. Nada é fruto da fortuna. Se não se investir, não se pode esperar recolher lucros e estes dependem, grandemente, do valor do investimento feito e da sua qualidade.

O agrónomo, transformado pelo estudo, pelo esforço, pela dedicação e perseverança em cientista social, por necessidade engendrada pela própria dinâmica da luta que pretendia desenvolver e que sabia que a teoria tem de estar ligada à realidade prática e não desfasada dela, contrapunha, conscientemente, valores positivos, ainda que não muito mobilizadores do ponto de vista social. Recusa o facilitarismo e envereda pelo caminho mais longo e mais difícil, porque tem a exacta medida de que nada do que realmente valha a pena se consegue sem trabalho, sem esforço, sem dedicação à causa, sem princípios, sem convicções.

Amílcar Cabral era um líder nato. Não tenho presente se ele teria ou não a consciência desse facto. Desconfio que sim. De todo o modo, o inato para Cabral não era suficiente. Reconhecer que uma pessoa é inteligente não bastava. Essa inteligência tem de ser exercitada se pretende-se ir mais longe, se há deseja em ultrapassar a mediania e a mediocridade. Ter ambição, sonhar e avançar ganhando etapas, passo a passo, sem forçar a marcha, com cuidado, porque o objectivo não se encontra ao virar da esquina, aí à mão, sem esforços devidamente consentidos, são exactamente esses os princípios e os valores que faltam, por exemplo, às muitas sociedades hodiernas.

Revisitar Cabral, sempre com olhos de ver, é pois, tarefa que se impõe para nós todos, porque essa figura continua, permanentemente, a interpelar-nos, já que o seu pensamento continua atual e muitos dos princípios que defendeu são ainda válidos. Pensamento atual que, no entanto, não tem sido suficientemente atuante, por clara ausência de assunção e aplicações práticas.

Aos jovens de hoje, que serão dirigentes de amanhã e a força viva da Nação, estou a falar de Cabo Verde, devem encarar o futuro de forma radicalmente diferente, tendo sempre em mente que são oriundos de um país sem recursos naturais e que a riqueza só pode ser conseguida através do trabalho e da produção.

Impõe-se, pois, uma mudança profunda de mentalidades. Uma nova cultura de trabalho e pelo trabalho deve ser assumida e interiorizada como valor supremo. Cabo Verde não pode continuar a produzir apenas 10% do que consome. A curto prazo essa realidade será de todo insustentável.

A natureza cabo-verdiana, desde sempre, nos desafiou, de forma permanente. Nós somos filhos da desdita, de uma natureza ignara e madrasta. E temos conseguido apenas sobreviver. Imaginemos, face à realidade do nosso quotidiano, o esforço dos nossos antepassados para termos chegado até aqui, remando constantemente contra a maré forte das dificuldades, que pareciam intransponíveis, mas que conseguimos superar. Bebamos no exemplo desses homens de têmpera do nosso passado ingrato.

É mister ultrapassar a fase da sobrevivência, que já vai demasiado longa. Temos de nos preparar para outro tipo de embate, armados de conhecimentos mais sólidos e próprios, que só o esforço, dedicação e perseverança construem.

Conseguir o desenvolvimento, o bem-estar que, legitimamente, reclamamos, não será resultado do capricho, mas do trabalho de todos nós, da sociedade inteira. E como estamos num meio cristão, diria que Deus só ajuda àqueles que se propõem ajudar a si próprios. Não é outro o significado da frase, «põe a mão, que Eu te ajudarei». Aqui também fica enaltecido o valor do trabalho para atingir um propósito.

Recusar «soluções» imediatistas, que só na aparência resolvem problemas. Um animal morto e em putrefacção, não passa disso mesmo. Nenhum spray anestesiante lhe retira o mau cheiro e nem o perigo que constitui para a saúde pública.

Mudança de mentalidade que deve passar pela recusa do parecer sem ser e do ter sem merecer, que agora se pretendem arvorar em altos valores da sociedade, mas que, efectivamente, constituem o caminho mais curto para a desgraça, porque sem substância ou consistência. Logo, sem constituírem nenhuma bússola. Não apontam caminho nenhum.

Combater a intriga e a maledicência, meios perversos e ilegítimos para atingir fins, o que tem feito escola em Cabo Verde, desde tempos imemoriais. Esses são métodos próprios de medíocres, inimigos da inteligência, do trabalho abnegado, da dedicação. São cancros que vêm corroendo a nossa sociedade, qual erva daninha implacável, que vai transformando em mato a cultura de poucos justos, esses sim a indicar a via do futuro.

Combate de longo fôlego, de coeficiente de dificuldade superior. Poucos se dão ao cuidado de extirpar esse mal pela raiz, porque muitos «vivem» dos seus nefastos efeitos. E quem perde é o país, que vai sustentando, com o dinheiro de todos nós, a escória inerte e improdutiva desta sociedade, que nada faz nem deixa fazer.

Perceber que a vida é um percurso onde as etapas dificilmente conseguem ser queimadas é um imperativo. Embora muitos o desejem, não se pode pretender fazer esse percurso saltando, quais cangurus destravados e com uma vontade insaciável de chegar ao fim, não importa os meios utilizados. A vida é uma corrida de obstáculos. Não é percurso plano. Sobretudo em Cabo Verde.

Penso amiúde sobre essa verdade. E dou-me comigo a imaginar, que são tantos os escolhos no nosso andamento em Cabo Verde, que fico espantado quando se descobre um caminho sem algum pedregulho para tentar impedir a caminhada. Mas atenção, se pretender amanhã fazer de novo esse mesmo percurso, esteja certo de que já não será igual. Alguém, entretanto, já nele plantou penedo. Há que buscar outro caminho de cabra para atingir a meta pretendida.

Infelizmente para nós, a reflexão social no país constitui uma enorme lacuna. Pensar Cabo Verde e o futuro é uma necessidade ingente que interessa a toda a sociedade cabo-verdiana, independentemente da sua filiação político-partidária. É do interesse de todos os cidadãos. Mas pensar na mira do longo prazo.

Cabral apontava-nos já a chave do sucesso – «pensar com a nossa própria cabeça», quer dizer, imbuídos do conhecimento e capacidade crítica suficientes, que nos ajudasse a aplicar as terapias necessárias, depois de feito o diagnóstico dos problemas que nos dificultam a caminhada. Não reproduzir mimeticamente o que outros nos dizem, ou o que lemos, sem saber o porquê das coisas, como tantas e tantas vezes acontece no seio da nossa sociedade.

Não deixar nada ao sabor do acaso. Pôr de lado o empirismo. Estudar, investigar e aprofundar os conhecimentos para agir com solidez e propósito; utilizar, convenientemente, os princípios da Ciência Social, com conhecimento de causa. Evitar repetir os erros do passado, porque se errar é humano, persistir no erro não tem nenhuma justificação plausível. Tentar justificar o injustificável tem um nome – desresponsabilização.

É o que mais grassa nesta sociedade de brandos costumes, a diversos níveis. Ninguém se responsabiliza pelos seus actos ou omissões e poucos ou nenhuns são aqueles os responsabilizados pelos erros que cometem no exercício das suas funções. E tudo continua como se nada fosse, como se nada tivesse acontecido.

É com esse ciclo que é preciso romper, decidida e definitivamente. A tal se estende também a necessária mudança de mentalidades, ainda por fazer. Que é urgente fazer-se. É esse o «homem novo» de que falava, reiteradas vezes, Amílcar Cabral, um desiderato que, infelizmente, falta cumprir, gritantemente. E o tempo começa a escassear.

A mensagem de Cabral é, para mim, obviamente deveria ser para a maioria, clara: independência de pensamento e acção e preparação adequada para, devidamente, enfrentarmos e vencermos os desafios do presente a caminho da construção do futuro.

Muito Obrigado pela vossa paciência e atenção!



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