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Juventude cabo-verdiana em raio x
II Encontro de Jovens Investigadores Cabo-verdianos (EJIC)
"Cabo Verde na Investigação Promovida por Jovens"
Auditório da Reitoria da Universidade de Cabo Verde
Praia, 20 e 21 de Dezembro de 2007
A Associação de Jovens Investigadores Cabo-verdianos, organização sem fins lucrativos que tem como principal objetivo a promoção da investigação no seio de jovens interessados nesta área acadêmica, vai realizar o II Encontro de Jovens Investigadores Cabo-verdianos (EJIC). O encontro terá lugar nos dias 20 e 21 de Dezembro, na cidade da Praia, Cabo Verde.
Com esta segunda edição vai se dar seguimento à dinâmica surgida no ano passado na Universidade Nova de Lisboa e que permitiu a criação de um espaço de debate, de intercâmbio e de estabelecimento de contactos. O tema do II Encontro de Jovens Investigadores Cabo-verdianos é: "Cabo Verde na Investigação Promovida por Jovens".
A presente Conferência direciona-se aos jovens investigadores cabo-verdianos (até aos 40anos) que se encontram numa fase pós-graduada da sua formação acadêmica (pós-graduação, mestrado, doutoramento etc.) e que se têm dedicado à persecução dos seus projetos de pesquisa nas mais diversas áreas de investigação. A participação de todos os estudantes cabo-verdianos que estejam a desenvolver os seus projetos de pesquisa (artigos de investigação, working papers, teses acadêmicas, relatórios de investigação, work in progress, capítulos de monografias etc.) é encorajada e incentivada pelos promotores de um evento que se requer impulsionador de uma cultura de investigação.
Todos os estudantes, licenciados a doutorandos, que se dediquem ao estudo e/ou à pesquisa sobre temas relacionados com Cabo Verde estão cordialmente convidados a enviarem propostas de apresentação de trabalhos enquadradas num dos seguintes painéis:
- Migrações, Globalização e Diversidade Cultural.
- Comunicação, Língua e Cultura.
- Estado e Sistemas Políticos.
- Educação, Desenvolvimento e Transformação Social.
- Colonialismo e Pós-Colonialismo.
- Relações Internacionais e Desenvolvimento.
- Sociedade e Território.
- Direito e Cidadania.
- Economia e Desenvolvimento Sustentável.
- Ciência, Tecnologia e Inovação.
Participação: Para participar basta fazer a inscrição e enviar uma proposta de comunicação.
Solicitação da Ficha de Inscrição e Envio das Propostas de Comunicação: As propostas de comunicação (300 palavras/1página) a serem apresentadas e a ficha de inscrição devidamente preenchida deverão ser enviadas até o dia 31 de Outubro de 2007 para o endereço eletrônico ejicv@yahoo.com. É através deste mesmo endereço que deverá ser solicitada a ficha de inscrição, que também encontra-se disponível nas páginas www.unicv.edu.cv; www.ejicv.blogspot.com; www.embcv.pt.
Organização dos Painéis Temáticos: Os painéis temáticos serão organizados por mesas constituídas por quatro (4) oradores cada e por um moderador. Cada orador terá quinze (15) minutos para apresentar a sua comunicação. Ao qual se seguirá um período de debate. As sessões de debate e discussão estão abertas ao público, sendo a presença de todos fundamental.
Resumo:
O Quê?
Até Quando? E-mail: ejicv@yahoo.com
Envio do Resumo
31/10/2007
Assunto: Inscrição_Resumo_Nome do Autor (ex. Inscrição_Resumo_Manuela Moreno)
Envio da Comunicação
10/12/2007
Assunto: Texto_Nome do Autor (ex. Texto_Manuela Moreno)
A Comissão Organizadora:
Francisco Carvalho (IMISCOE; SociNova; FCSH, Universidade Nova de Lisboa)
Suzano Costa (ICS, Universidade de Lisboa; FCSH, Universidade Nova de Lisboa)
Carlos Tavares (DGPR; FCSH, Universidade Nova de Lisboa)
Mário Vieira de Carvalho (Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia)
Vladmir Ferreira (ISCSP, Universidade Técnica de Lisboa)
José Carlos Moniz (ISCTE, Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa)
João Dono (FD-UNL; Instituto Superior de Ciências Jurídicas e Sociais, Cabo Verde)
Ivete Ferreira (Universidade de Cabo Verde)
Osvaldino Monteiro (Universidade Jean Piaget de Cabo Verde)
A organização do evento convida toda a comunidade acadêmica cabo-verdiana a participar num fórum acadêmico de diálogo aberto, de discussão, reflexão intelectual e de cooperação científica entre os jovens investigadores cabo-verdianos.
Reitoria da Universidade de Cabo Verde, Praça António Lereno, Plateau, Cidade da Praia
Veja Também
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Pesquisa
Celebração Nacional
A 5 de Julho de 1975, Cabo Verde ascendia à independência nacional, depois de um duro e longo combate de libertação, que os limites geográficos impuseram acontecer fora do seu território.
Sabe-se que o caminho do futuro é, necessariamente, interminável. Às gerações que terão o dever e a obrigação de garantir o porvir da Nação não faltará trabalho. O esforço deve ser contínuo e permanente, tantos são os desafios que terão de enfrentar, num país carente de tudo, onde a falta de recursos é crónica.
Porém, ao olharmos para trás, e podemos fazê-lo orgulhosamente, considerando o ponto de partida, a largada, só podemos acreditar que seremos capazes de enfrentar e vencer todas as dificuldades, não fosse o cabo-verdiano um povo vencedor, porque temperado a ultrapassar todas as agruras que a História lhe impôs. E não foram poucas, considerando a longa duração e a realidade!
Muitos se insurgem contra o passado desconhecendo que esse mesmo passado nos cerca a cada passo. Ele se torna presente no quotidiano, sem que disso se dê conta. A verdade é que só se pode avaliar, crítica e convenientemente, o percurso andado, quem for capaz de olhar para trás.
O que Cabo Verde é hoje não é obra de feliz acaso. É fruto de muito trabalho, dedicação, esforço e perseverança de quem acreditou ser possível a utopia/aventura da independência em 1975, porque partimos do zero e não tínhamos outro recurso que não fosse o indómito povo das nossas ilhas, sofredor mas esperançoso de que futuro seria diferente. E está sendo, tanto porque o seu povo sente e vê que a independência valeu a pena! Talvez, aos olhos dos mais novos, metade da população actual tem menos de 20 de idade, se fale dos muitos problemas que ainda persistem em muitas áreas
No entanto, não foram poucos os avanços conseguidos nos últimos 35 anos da nossa existência como Nação independente. Há apenas 60 anos, 1/3 da população do arquipélago morria à fome. Há menos de 40 anos, dois terços da nossa população era analfabeta; as escolas eram para uma pequena elite; tínhamos à volta de 6 médicos; a esperança média de vida era de 45 anos; a previdência social era inexistente e o PIB per capita era US 150 dólares.
São conquistas da independência, que não mais se morresse à fome; que o analfabetismo seja hoje residual no país; que a escolarização bruta seja a uma taxa de 115%; que a esperança de vida tenha alcançado os 75 anos e a mortalidade infantil tenha diminuído drasticamente; a previdência social abranje, hoje, mais de 30% da população e existam perto de 600 médicos, enquanto multiplicamos o PIB per capita por mais de 15, passando, por isso mesmo, de país menos avançado para um de rendimento médio.
Por isso se diz, hoje, com orgulho, que Cabo Verde é uma Nação vencedora, sem triunfalismo, cientes de que muito caminho temos ainda pela frente, e certos de que, em democracia, sistema político abraçado pelos cabo-verdianos, quanto mais se avança, com a formação, educação, qualificação, quanto mais se afasta da ignorância e da miséria, serão cada vez maiores as exigências dos cidadãos, que devem ter bem presente, no entanto, os limites da capacidade real do país para responder às legítimas aspirações do seu povo.
Cabo Verde mantém-se farol na luta pela dignidade de todos os cabo-verdianos, dentro e fora do território nacional, no abraço a povos amigos de vários quadrantes, que se mantêm suporte em ajudas e apoios para o seu desenvolvimento. A garantia é que, como sempre, saberemos merecer a confiança dos nossos parceiros, dando o devido caminho ao que deles recebemos, apenas em benefício do bem-estar da população.
Sendo o seu povo a riqueza desta Nação, lutemos, pois, para que cada cidadão possa alcançar o seu máximo de potencialidade no espírito do Bem Nacional.
O Embaixador
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