Embaixada
Serviços Consulares
Cabo Verde
Estudantes
Links
Seção Cultural
Investimento em Cabo Verde
Seção Social e Educativa
 

Home / Cabo Verde / Gastronomia

Gastronomia

Cabo Verde oferece uma variada escolha gastronômica de origem do mar. Torna-se quase desnecessário dizer que as ofertas de pratos oriundos de frutos do mar, peixe e marisco, são as mais variadas possíveis. Lagosta, perceves, lapa, búzio, sem esquecer as famosas ‘bafas' fazem as delícias dos apreciadores de marisco. O atum fresco, cozinhado em caldeirada, cebolada ou simplesmente grelhado é uma excelente alternativa A base da cozinha popular cabo-verdiana é o milho que, preparado de diferentes maneiras, acompanha, normalmente, a carne de porco, o feijão, a mandioca e a batata-doce. O mais conhecido e apreciado prato é a ‘Cachupa' - a receita nacional, emblemática de Cabo Verde. Não esquecer o xerém, o cuscuz e os pastéis de milho. E visitando Cabo Verde prove também o potente e famoso grogue local e os licores caseiros.

Ajude-nos a difundir a deliciosa comida de Cabo Verde. Encaminhe para nós receitas, de preferência com fotos, que você já tenha testado. Divulgaremos seu nome e sua contribuição com a maior satisfação.

No final de um período, a receita que houver obtido nota mais elevada pelos leitores, brindará quem a tenha enviado, com um prêmio a ser dado pela Embaixada de Cabo Verde no Brasil. Participe!

Contato: e-mail: 

GASTRONOMIA

- CACHUPA
- CANJA DE GALINHA
- CALDO DE PEIXE

                                                                     Cozinha de Cabo Verde

CACHUPA RICA (A Avó Aninha)

Há a cachupa rica e a cachupa pobre. Obviamente a primeira comia-se na casa de famílias ricas, e fazia-se com todos os ingredientes para fazer uma cachupa sabe (boa). A cachupa pobre era feita pela maioria da população que não tinha meios para comprar a carne e os outros ingredientes que dão mais sabor. Em lugar da carne, que custava muito, em geral usava-se peixe, que em Cabo Verde custa pouco. A seguir proponho a receita para fazer a cachupa rica. Certamente será apreciada, assim como o é por todos os cabo-verdianos.

Preparação :

Coloca-se numa panela a carne em pedaços, o bacon, um pé de porco e os chouriços, pimenta, sal ou caldo de carne. Na panela de pressão coloca-se, durante meia hora, os grãos de milho e os feijões cobertos com água, uma cebola, um fio de azeite, uma folha de louro e sal. Depois, numa panela maior, colocam-se os feijões com o milho, cobre-se com água e põe- se no lume a ferver. Acrescenta-se entâo a carne marinada. Quando tudo está quase cozido, acrescentam-se as batatas e a couve. Terminado a cozedura, deixa-se repousar por alguns minutos e está pronto para ser servido. A cachupa, que deve ficar um pouco líquida, é prato único.

comida cv

Ingredientes  :  4 xícaras de milho batido 200; gr de feijâo 200; gr de carne bovina300;
gr de pés de porco200; gr de bacon; 2 batatas grandes; 4 chouriços;  2 mandiocas;
2 batatas doces; 200 gr de couve; 2 xícaras de milho batido; 
200 gr de feijão; 200 gr de carne bovina; 300 gr de pés de porco; 200 gr de bacon;
2 batatas grandes;  4 chouriços;  2 mandiocas;  2 batatas doces; 200 gr de couve;
2 cebolas ;   2 folhas de louro;  2 dentes de alho;   azeite a gosto; sal e pimenta q. b.

CANJA DE GALINHA

comida cv 2

Eu adoro a canja. É um dos meus pratos prediletos. É também um dos pratos que preparo com prazer. Junto com o arroz k'atum é o prato que me faz matar a saudade. Minha mãe não era uma grande cozinheira, mas sabia preparar muito bem a canja. A canja, como todos os pratos que levavam carne, era muito cara. Por isso, fazia-se raramente. Em Cabo Verde, comia-se a canja em grandes ocasiões, alegres ou tristes. De fato, quando alguém está de cama doente, a família sacrifica-se para encontrar uma galinha para fazer a canja ao doente. Quando eu ficava doente, minha mãe dava-me a canja. Comendo a canja, eu sentia-me cuidada.
A noite do guarda-cabeça vem acompanhada pela canja. Também na véspera dos mortos, entre as tantas iguarias, há sempre a canja. Nas grandes festas, quando se acaba de comer, de beber e de dançar, há sempre alguém que diz: -mas não há uma canjinha?-. Ou então, indiretamente: -uma canjinha agora iria muito bem!

Preparação :

Corta-se a galinha em pedaços pequenos e lava-se com água e sal. Coloca-se então numa panela, durante umas horas, com uma marinada de sal, alho em pedacinhos, cebola, azeite, cubo de caldo de carne e louro. Coloca-se tudo na panela, leva-se ao fogo para tomar sabor e acrescenta-se água suficiente para fazer um caldo consistente de arroz. Quando começar a ferver, acrescenta-se o tomate em pedaços e a pimenta. Se resultar muito líquido, deixa-se restringir o caldo aumentando o fogo. O segredo está em saber dosar a água com o arroz. Serve-se numa tigela com um raminho de salva e para quem gostar, acrescenta-se mais pimenta.

CALDO DE PEIXE

Vivemos num arquipélago, no meio de um mar rico nas melhores variedades de peixe. E' óbvio que sabemos preparar muitos pratos à base de peixe. As melhores sopas de peixe, como-as sempre em Cabo Verde. Todos os caboverdianos são loucos pelo caldo de peixe. Cada um tem o seu peixe preferido. Nem todos os peixes são bons para preparar esta sopa, e nem sempre se encontra o tipo de peixe ideal. Eu como esta sopa com qualquer peixe, mas o meu peixe preferido para este prato é a garopa. Para mim, a melhor parte é a cabeça. O caldo de peixe é um prato especial. Não se prepara todos os dias, mas com uma certa freqüência. Nas festas, muitas vezes, substitui a canja. Quando alguém bebe demais, o que precisa para restabelecer-se é um caldo de peixe muito picante.O trecho a seguir descreve a receita num modo divino.   

comida cv

Preparação :

Tempera-se o peixe com alho, azeite, sal e louro. Numa panela grande coloca-se a cebola cortada em rodelas, o alho, o louro, a pimenta, os tomates em pedaços, a salva e o azeite. Deixa-se refogar e acrescentam-se as batatas, a mandioca, o inhame e a abóbora cortada em cubinhos. Deixa-se ferver um pouco para pegar sabor e coloca-se água suficiente para cobrir tudo abundantemente. Quando todos os ingredientes estiverem quase cozidos, acrescenta-se o peixe. Quando o peixe também estiver cozido, se o caldo estiver muito líquido, prepara-se à parte uma colher de farinha diluída num pouco de caldo e acrescenta-se sempre com uma colher de pau para não grudar. O caldo pode ser acompanhado, no mesmo prato, por arroz branco, ou então com papas de milho, que é o que prefiro.

 

Bebidas

 Os pratos podem ser acompanhados da cerveja local, sucos de frutos tropicais, doces e um bom café cabo-verdiano. Ainda assim, cada ilha tem suas pequenas peculiaridades. Para os mais exigentes, nada melhor que um gole de aguardente de cana.

Bebidas típicas: Grogue e Ponche

Mais sobre Culinária

                                                                                      

                                                                                               


Veja Também
Indique esta página a um amigo! Preparar para Impressão

Pesquisa
Celebração Nacional
A 5 de Julho de 1975, Cabo Verde ascendia à independência nacional, depois de um duro e longo combate de libertação, que os limites geográficos impuseram acontecer fora do seu território. Sabe-se que o caminho do futuro é, necessariamente, interminável. Às gerações que terão o dever e a obrigação de garantir o porvir da Nação não faltará trabalho. O esforço deve ser contínuo e permanente, tantos são os desafios que terão de enfrentar, num país carente de tudo, onde a falta de recursos é crónica. Porém, ao olharmos para trás, e podemos fazê-lo orgulhosamente, considerando o ponto de partida, a largada, só podemos acreditar que seremos capazes de enfrentar e vencer todas as dificuldades, não fosse o cabo-verdiano um povo vencedor, porque temperado a ultrapassar todas as agruras que a História lhe impôs. E não foram poucas, considerando a longa duração e a realidade! Muitos se insurgem contra o passado desconhecendo que esse mesmo passado nos cerca a cada passo. Ele se torna presente no quotidiano, sem que disso se dê conta. A verdade é que só se pode avaliar, crítica e convenientemente, o percurso andado, quem for capaz de olhar para trás. O que Cabo Verde é hoje não é obra de feliz acaso. É fruto de muito trabalho, dedicação, esforço e perseverança de quem acreditou ser possível a utopia/aventura da independência em 1975, porque partimos do zero e não tínhamos outro recurso que não fosse o indómito povo das nossas ilhas, sofredor mas esperançoso de que futuro seria diferente. E está sendo, tanto porque o seu povo sente e vê que a independência valeu a pena! Talvez, aos olhos dos mais novos, metade da população actual tem menos de 20 de idade, se fale dos muitos problemas que ainda persistem em muitas áreas No entanto, não foram poucos os avanços conseguidos nos últimos 35 anos da nossa existência como Nação independente. Há apenas 60 anos, 1/3 da população do arquipélago morria à fome. Há menos de 40 anos, dois terços da nossa população era analfabeta; as escolas eram para uma pequena elite; tínhamos à volta de 6 médicos; a esperança média de vida era de 45 anos; a previdência social era inexistente e o PIB per capita era US 150 dólares. São conquistas da independência, que não mais se morresse à fome; que o analfabetismo seja hoje residual no país; que a escolarização bruta seja a uma taxa de 115%; que a esperança de vida tenha alcançado os 75 anos e a mortalidade infantil tenha diminuído drasticamente; a previdência social abranje, hoje, mais de 30% da população e existam perto de 600 médicos, enquanto multiplicamos o PIB per capita por mais de 15, passando, por isso mesmo, de país menos avançado para um de rendimento médio. Por isso se diz, hoje, com orgulho, que Cabo Verde é uma Nação vencedora, sem triunfalismo, cientes de que muito caminho temos ainda pela frente, e certos de que, em democracia, sistema político abraçado pelos cabo-verdianos, quanto mais se avança, com a formação, educação, qualificação, quanto mais se afasta da ignorância e da miséria, serão cada vez maiores as exigências dos cidadãos, que devem ter bem presente, no entanto, os limites da capacidade real do país para responder às legítimas aspirações do seu povo. Cabo Verde mantém-se farol na luta pela dignidade de todos os cabo-verdianos, dentro e fora do território nacional, no abraço a povos amigos de vários quadrantes, que se mantêm suporte em ajudas e apoios para o seu desenvolvimento. A garantia é que, como sempre, saberemos merecer a confiança dos nossos parceiros, dando o devido caminho ao que deles recebemos, apenas em benefício do bem-estar da população. Sendo o seu povo a riqueza desta Nação, lutemos, pois, para que cada cidadão possa alcançar o seu máximo de potencialidade no espírito do Bem Nacional.

O Embaixador

Galeria de Imagens
Visite Cabo Verde

Cabo Verde em Vídeos/Imagens
Acesso Privado
Usuário:

Senha:


Esqueceu a senha?
Intranet
Guia Turístico de Cabo Verde
Venha conhecer Cabo Verde!!!! Dê a você e para quem ama a oportunidade de eternizar bons momentos em Cabo Verde. Saindo de Fortaleza em 3h30 você estará em Cabo Verde. As praias, as encostas, a gastronomia, a alegria, a dança, as cores e, sobretudo a morabeza de Cabo Verde, serão lembranças das quais você nunca mais se esquecerá. Aguardamos você! clique aqui.
Quem está online?
7 visitantes online (3 na seção: Publicação de Conteúdo)

Usuários: 0
Visitantes: 7

mais...
ATENÇÃO!
cplp  A linguagem utilizada neste site é o português praticado por todos os países da CPLP. Por essa razão, você leitor, encontrará textos escritos com o português de Cabo Verde, do Brasil e dos demais países integrantes da CPLP.
Cláusula de não Responsabilidade
A Embaixada de Cabo Verde no Brasil busca divulgar notícias exatas e de forma tempestiva. Há que se ressalvar, entretanto, que as notícias que este site abriga são colhidas na net, servindo para indicar o que está ocorrendo. As notícias podem estar incompletas ou com algum tipo de inexatidão, devendo o internauta, caso se interesse por algum assunto, aprofundar-se em suas pesquisas. Neste diapasão, a Embaixada de Cabo Verde no Brasil, se isenta de qualquer responsabilidade sobre as notícias aqui veiculadas. Ratificamos que a completude das informações deverá ser objeto de pesquisas complementares. Acerca dos links que fornecemos, também não temos responsabilidade sobre a eficiência ou pelo conteúdo dos sites exteriores cujos links possam remeter.
 Copyright © Badiu.Net 2002